Acusação nº 16 · Democracia e valores
“Flerta com extremismo de direita”
Entrevistar um autor não é endossá-lo. Nas palavras de Renan: “Heidegger foi nazista e é um dos autores mais lidos da academia brasileira — está proibido ler Heidegger? Marx era racista — quem lê Marx é racista por tabela? Sartre defendeu o Gulag — está proibido ler?” O MBL entrevistou Yarvin ao vivo, em público, com perguntas duras — exatamente o que a imprensa brasileira não teve competência para fazer.
Sobre “nazismo”, os fatos são o oposto da acusação: é o MBL que dedicou uma edição inteira da Revista Valete ao antissemitismo na Geração Z — e Renan, em deboche, mandou a revista de presente ao jornalista da matéria. É o movimento que mais cedo deu protagonismo real a jovens negros na direita brasileira. O programa da Missão está escrito, público e assinado: eleições livres, imprensa livre, igualdade perante a lei. Quem achar uma linha nazista no Livro Amarelo, que aponte a linha. Como não existe, sobra a associação por “vibe” — e a resposta definitiva: “Fui finalmente acusado de ser nazista. Acho que vou ganhar as eleições.”